A Pompeia foi uma cidade italiana muito próspera que viveu durante o Império Romano.

No entanto no ano de 79 D.C o vulcão Vesúvio entrou em erupção e reduziu a cidade a cinzas.

Ela ficou séculos sem ser conhecida pela humanidade, até que foi descoberta e escavada em sete metros de doze camadas de entulho vulcânico no século XVIII.

Boa parte da cidade foi recuperada e se encontra exposta para os turistas curiosos em saber como era a vida no local.

Quer saber mais sobre o turismo na cidade abandonada de Pompeia?

Então confira as informações que reunimos para você.

QUAL A HISTÓRIA DE POMPEIA?

Foto: Pompeia, Itália – Pixabay

 Pompeia foi fundada no século 7 A.C  por um povo da Itália central, que eram conhecidos como oscos. Na época ela era um ponto importante onde passavam várias rotas comerciais e também era um porto utilizado por gregos e fenícios.

Ela chegou a ser tomada pelos gregos, etruscos e por fim pelos romanos. Ela foi nomeada no ano 80 A.C como Colonia Cornelia Veneria Pompeianorum.

Sua localização privilegiada (na Baía de Nápoles) a tornaram uma área de lazer e comércio. Sua economia se baseava na fabricação de azeite, vinho, agricultura, comércio e turismo.

Na cidade viviam pessoas da alta sociedade, políticos, comerciantes e escravos. Os escravos podiam cuidar dos afazeres domésticos assim como serem trabalhadores não sindicalizados no comércio, onde recebiam salário com alimentação, habitação e vestuário.

Ainda havia uma classe especial de escravos que podiam se tornar gladiadores. Função que também podia ser adotada por jovens livres aventureiros.

Na cidade havia comércios como padarias, lavanderias, prostíbulos e até mesmo restaurantes e comidas rápidas.

As ruas eram pavimentadas com pedras irregulares, e ainda possuíam ralos que levava a água para galerias subterrâneas de esgotos, assim evitando enchentes durante tempestades.

Fazia cerca de 800 anos que o vulcão Vesúvio não entrava em erupção, o que fez a cidade esquecer-se de sua existência. No entanto em 62 D.C ocorreu um terremoto que destruiu boa parte da região, o que fez alguns moradores se mudarem para outras cidades. Mas a maioria ficou para reconstruí-la.

Então no fia 24 de agosto de 79 D.C ocorreu a erupção. Viviam cerca de 20 mil pessoas na cidade, 15 mil conseguiram escapar, mas outros 5 mil viraram cinzas e fora soterrados junto com a cidade.

Após a erupção a cidade foi abandonada, alguns moradores voltaram para tentar retirar o material vulcânico de cima de suas casas, mas não houve o que fazer.

Anos se passaram e plantas e árvores cresceram sobre o solo vulcânico e a cidade soterrada ficou esquecida. Até em 1599 um agricultor que escavava um fosso para irrigação descobriu um corpo de pedra sobre o telhado de uma casa, assim começaram as primeiras escavações, mas no início sem cuidado algum.

Em 1748, o então rei de Nápoles, Charles de Bourbon contratou arqueólogos para escavarem a cidade com mais cuidado para preservar o que havia ali.

Então foram descobertos restos humanos em áreas ocas nas camadas de cinzas. Em 1860 o arqueólogo Giuseppe Fiorelli descobriu que essas áreas ocas eram espaços deixados pelos cadáveres decompostos das vítimas do vulcão e teve a ideia de usar massa de gesso e cimento para preencher os espaços, o que acabou dando certo, sendo possível recuperar as posições, vestes e expressões faciais das pessoas que morreram na tragédia.

Muita coisa foi recuperada como ruínas de casas, comércios, construções e corpos de pessoas que se tornaram estátuas e se encontram em exposição para que pessoas do mundo todo possam conhecê-las.

O QUE DÁ PARA VISITAR NA POMPEIA?

Foto: Pompeia, Itália – Pixabay

Na cidade você poderá ver casas, sendo que a maioria teve seu andar de cima destruído, havendo apenas o térreo, paredes sem telhados, muros e colunas.

As ruas mantêm seu traçado original, calçadas, fontes, teatros, termas, casas, jardins, padarias, tavernas e templos, onde é possível ver mosaicos e afrescos.

Entre as construções mais chamativas estão:

Porta Marina – a entrada da cidade, uma passagem em arco que dava para o mar.

Fórum – centro da vida religiosa, social, comercial e administrativa da cidade, onde todos se reuniam para tratar de negócios, assuntos políticos e judiciários.

Termas Stabianas – uma das termas mais conservadas da cidade, contendo suas salas para banhos frios, mornos e quentes.

Grande Teatro – o local possivelmente foi construído no século II A.C, tendo capacidade para 5 mil pessoas. O teatro romano foi inspirado no teatro grego e era um dos grandes programas de lazer dos romanos.

Via dei Sepolcri – uma rua que se encontra na saída da cidade e onde há túmulos, sendo que alguns estão bem conservados e possuem inscrições que foram redigidas pelos próprios donos quando estavam vivos, contendo autoelogios, citações favoráveis para pessoas queridas e acusações para os desafetos.

Orto dei Fuggiaschi – na tradução se chama “Jardim dos Fugitivos”. É o local onde se encontram os moldes dos corpos das pessoas que tentaram escapar da erupção do vulcão Vesúvio.

Anfiteatro – local onde ocorriam as corridas de bigas e combates entre gladiadores e animais selvagens. É o anfiteatro romano mais antigo descoberto e tinha capacidade para até 12 mil pessoas.

COMO VISITAR POMPEIA?

Foto: Pompeia, Itália – Pixabay

Primeiramente você deverá se dirigir para a Itália, sendo a cidade mais acessível Roma.

Roma fica a 226, km de Nápoles, a cidade mais próxima à Pompeia. É possível pegar um trem de Roma para Nápoles, a viagem dura cerca de 90 minutos.

Chegando em Nápoles, você pode ter acesso à Pompeia de carro, através das rodovias A3 u S18, ficando a 16 km de distância.

Ou de trem, podendo apanhar um trem que parte da estação central, na Piazza Garibaldi. O trajeto passa pela Ferrovia Circumvesuviana, descendo na estação Pompei e a viagem demora cerca de meia hora.

Esperamos que as informações tenham ajudado.

Caso tenha alguma dúvida, dica ou queira deixar seu comentário, fique à vontade.

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